Crónica 14

Quero-te STOP

Toma lá o teu telegrama… Acho que estou meia doida mas já não me interessa. Já me aconteceu demasiado nesta vida para poder continuar com este vai-não-vai.

Não sei se algum dia te vou conseguir explicar ou justificar-me pelo que fiz naquela tarde. Se consegues viver com isso, tudo bem. Se não, não sei se algum dia vou mudar de opinião.

Acima de tudo preciso de te ver, preciso de te ver o sorriso com que me acordavas naquelas manhãs, com o tabuleiro com o café da manhã (que nunca trazia café) e um beijo. Será que entretanto aprendeste a fazer o café como gostavas que to preparasse? Tenho esperança que não, sinceramente… Apetece-me fazer-te o café e fazer experiências estranhas, como daquela vez em que pus canela… Sou egoísta, mas apetece-me que precises de mim para alguma coisa ainda…

Não quero que sejas o homem adulto, quero que sejas o miúdo com quem sonhava envelhecer, a quem queria descobrir a primeira ruga e que me descobrisse o primeiro cabelo branco, despoletando as crises de meia-idade e eu começasse subitamente a pintar o cabelo de loiro como desculpa para o estar a fazer (e não para disfarçar os brancos).

Diz-me, meu querido… Ainda aceitas envelhecer comigo, mesmo não te contando algumas das coisas que se passaram? Mesmo não sabendo o que se passou naquela tarde e nos últimos anos?

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One Comment em “Crónica 14”

  1. Tiago Ramos Says:

    Esta foi emocionante. Está perfeita! 🙂


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