Crónica 15

Deixas-me sem palavras. Nem sei porque existem palavras, se há momentos em que estamos incapacitados de as pronunciar. As palavras não deviam existir, não achas? Por que existem palavras, se existem os conceitos? E um olhar não basta às pessoas, um toque, um arquear de sobrancelha?

Arqueei a minha sobrancelha quando li a tua carta. Acho que não preciso dizer mais nada. Pensei ainda tirar uma fotografia ao meu olhar, para ver se percebias melhor. Palavras já não são para mim.

Não sei se consigo viver sem informação e conhecimento. Gosto de perceber tudo. A ti, contudo, não percebo. Há dias em que acho que me queres, mas há outros em que não tenho noção alguma do que desejas para a tua vida.

Preciso de um café. Preciso do cheiro dele. (Ou será do teu?) Preciso, acima de tudo, de uma resposta. Tenho necessidade de compreender o passado e, essencialmente a ti. Não queres combinar alguma coisa? Um encontro, um olhar de soslaio a uma distância previamente calculada. Eu numa rua e tu na perpendicular, assim à esquina como quem anda a fugir de algo.

Pode ser? QUERO-TE STOP

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One Comment em “Crónica 15”


  1. Li o blog avidamente. Está simplesmente genial. Adorei os vossos alter-egos, a forma como abordam o amor perdido no tempo e agora “recuperado”. Fantástico!
    P.S.: Tenho saudades de trabalhar com o Filipe! Beijinho para os dois!
    Ass: BSF*


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